Do sincretismo religioso a fé que vem dos tambores


Mâe Neide saúda Exum numa tarde do mais puro sincretismo




Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil



Naná Martins, cânticos de exaltação



Mãe Neide e Pai Júnior de Maceió - assunto foi turismo religioso



Mãe Neide



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Público convidado



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Dandara - durante o ofertório



Mãe Cícera(de azul) e Mãe Neide do Guesb




 

No Brasil, cada Orixá está associado a um santo da religião católica. Oxum por sua vez, é sincretizada como Nossa Senhora da Aparecida. Conhecida por ser a rainha das águas calmas, simboliza as mulheres, as protege e traz fertilidade; a padroeira do Brasil é a mãe de Jesus, considerada sensível e milagrosa.

Em União dos Palmares esse encontro de fé ao som dos tambores ocorre há seis anos sempre a margem do rio Mundaú. Caudaloso, de águas mansas, as vezes furioso, que alimenta, embeleza, vive sem ser notado.

No final da tarde deste sábado,12,  terreiros de quatro cidades de Alagoas se encontraram no Mangue Seco, para reverenciar Oxum e Nossa Senhora da Aparecida, num ato ecumênico desnudo de preconceito e cada vez mais firme no combate a intolerância religiosa.

Nesse encontro do Sagrado, a Babalorixá, Mãe Neide, líder do Guesb (Grupo Espirita Santa Bárbara) voltou a condenar a falta de oportunidade para o jovem; pediu mais proteção as religiões de matrizes africanas e, emocionada, condenou o preconceito velado no dia-a-dia.

Ela lembrou o período de colonização, onde negros e índios escravizados eram proibidos de qualquer tipo de expressão, desde culturais até religiosas.

Encontraram uma saída a partir do sincretismo religioso entre os orixás e os santos da religião católica. A Umbanda, por fim, recebeu grandes influências de diversas culturas, como africana, a indigena e a religião espírita.

Mãe Neide pediu união entre as religiões, numa clara manifestação pacifica ao notar à ausência do representante da Igreja Católica de União dos Palmares no evento.

Em cinco anos de celebração, este foi o primeiro em que um padre se negou à comparecer. Outra ausência notada, foi à dos políticos locais que em atos passados foram presenças vivas.

Numa celebração apoiada pela PJMP, o ato ecumênico foi acima do sincretismo, onde tivemos momentos de fé, cor e beleza tudo ao som dos tambores.

 

 



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