Barragem da usina Laginha não perde encanto mesmo com o Parque Industrial fechado há 9 anos


Barragem da usina Laginha e as águas do rio Mundaú




A pesca artesanal feita com rede de arrasto predomina para o alimento da família



Em época de inverno a força da água se revela perigo; melhor contemplar à distância e evitar mergulho



Laginha fechada há 9 anos depois de não suportar uma enxurrada do seu vizinho rio Mundaú







Pescadores nativos



Animais no pasto são os únicos vizinhos de um rio pacífico






Mesmo desativada, a usina Laginha, maior produtora de açúcar e álcool de Alagoas nos anos 80-90 e até meados de junho de 2010 antes de ser alvo da maior enxurrada da Zona da Mata alagoana, continua com sua paisagem imponente num cenário de rara beleza natural com sua principal barragem, que continua alimentando famílias que residem no entorno na pesca artesanal.

As fortes chuvas intercaladas que caem na região, tornaram-se responsável na limpeza da vasta e densa camada de baronesa que existia por sobre as águas do rio Mundaú, proporcionando as pessoas que passam nas imediações momentos de boas lembranças.

 A época, aguas do rio Mundaú eram utilizadas na lavagem da cana de açúcar antes de ser moída e depois transformada em caldo, fervida em altíssima temperatura para ter o seu destino final na transofrmação do açúcar e do álcool. A Usina Laginha, criada em 1952, empregava cerca de 8 mil pessoas e em sua maioria palmarinos.

- Me emociona muito ver os dois lados da moeda. De um lado as águas que se renovam, embelezam e destrói. Lembro da polêmica que dava quando a vinhaça escapava de suas tubulações adequadas e desaguavam dentro do rio Mundaú. Os peixes morriam, mas logo a usina reagia para evitar acidentes ambientais daquela natureza -, disse Afrânio Manoel, residente no bairro Nova Esperança.

Ele conta que diariamente ainda frequenta a usina Laginha onde da cabeceira da ponte de concreto, que substituiu a de pranchões de madeira na vila João Lyra, cujo vagões atravessavam o rio Mundaú transportando melaço, álcool  as vezes sacas e mais sacas de açúcar produzido na extinta usina Laginha de União dos Palmares-AL, finalizou.



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