O comércio precisa fazer sua mea-culpa; a opinião de Fábio Cabral


Fábio Cabral



É verdade que o momento ainda não é dos melhores, a terra da liberdade, nossa querida União dos Palmares, vem sofrendo já alguns anos com o fechamento da Usina Laginha e a sequência de maus gestores, e isso, há tempos, vem servindo de justificativa para o declínio de nosso comércio. Mas, será que esse é o verdadeiro motivo? 

Eu, particularmente, prefiro acreditar que somos o que somos e estamos onde estamos devido à nossas condutas e não é preciso andar muito por nosso comércio para entender esta frase. Diariamente flagramos, com suas devidas exceções, péssimos atendimentos aos clientes, falta de produtos e lugares defasados.

Empresários e empregados, precisam entender que o verdadeiro empregador, hoje, é o cliente. Precisam servir bem ao público, pois é ele que vai definir se uma empresa continua ou não no mercado, consumindo ou não os seus produtos. Os tempos mudaram e esse é o ponto que quero enfatizar. A política do tipo “o público que se dane” não existe mais; foi substituída por aquela que diz “estamos às suas ordens, senhor”.

Diante de um novo governo federal, apesar de ainda ser muito cedo para um diagnóstico, a economia vem dando sinais de melhoras e esta talvez seja uma ótima oportunidade para uma autocrítica e uma nova postura. É verdade que fatores externos, como o fechamento da usina e a sequência de falhas na administração pública, como alhures mencionado, contribuíram e ainda contribuem para as dificuldades atuais, mas não restam dúvidas, que o maior motivo é da própria postura do comércio diante de seus consumidores, salvo algumas exceções.

É preciso coragem para fazer a mea-culpa, mas aqueles que fizerem e entenderem que precisam cuidar bem dos seus clientes, com ótimos serviços e um sorriso no rosto, para sempre sobreviverão. Afinal, o cliente sempre foi e sempre será o maior ativo de uma empresa.

Fábio Cabral é advogado e músico



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