O Geólogo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Diogo Galvão, esteve reunido com moradores da Serra da Barriga, para reorganizar convivência na comunidade localizada no platô do maior Quilombo da América Latina. O engenheiro civil, Bruno Menezes, representou a prefeitura e na roda de conversa com os moradores, Zequinha, mais antigo do lugar, disse que quem reside no arruado, sofre as maiores agruras, entre elas, a impossibilidade de reformar o imóvel, onde reside. "Uma linha, um caibro, levantar uma parede de pau a pique por alvenaria, representa uma violação, e, isso não é verdade, pois há 40 anos que não realizo uma reforma estrutural na minha casa. Antes do Quilombo ser notável, nós já residíamos aqui, não tinha estrada, calçamento, asfalto, era um caminho que levava e nos trazia até a cidade de União dos Palmares. Numa estrada de barro vermelho, que nos lançava a própria sorte", disse. Para Diogo, "toda essa situação será alvo de um reordenamento. Antes a ordem era para retirar todos daqui, hoje, a ordem é para ficar, residir, morar no Parque cuja fundação já passa dos 350 anos", disse. Segundo Bruno Menezes, "o caminho é a criação de uma associação dos moradores nativos da Serra da Barriga. Vai fortalecer a todos, viverem dignamente, e para isso pode contar com o prefeito, Júnior Menezes", disse.
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