Ela foi mãe, e avó coruja em todos os momentos. Trabalhou durante muito tempo no mercado de carne de União dos Palmares, onde constituiu grandes amigos. A morte de dona Celeste Cachate, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira,30, entristeceu uma categoria que durante muitos anos ela liderou, Seu esposo Juta Marchante, constituiu família e com ela tiveram os filhos, César, Rita, Juliana, Zanza e Valéria.
Com grau de parentesco de laços fortes com as famílias, Marques e Simões, dona Celeste foi uma heroína e lutou enquanto teve forças, por Justiça no assassinato de João, esportista e neto com atuação nas categorias de base do Goiás-GO. Anos depois, retornou para Alagoas onde passou várias temporadas no Zumbi Esporte Clube; Bangú Atlético Clube de Jorge Peixoto e depois no Murici, da cidade de Murici.
Vítima de uma violência desmedida, Dona Celeste viu seu neto ter sua vida ceifada num final de tarde de domingo no bairro Roberto Correia de Araújo, cujo corpo tombou ao lado de um amigo. Foi um crime bárbaro, que chocou Alagoas. Nascia ali uma voz firme, determinada, incansável por Justiça e clamou de forma incansável perante às autoridades de Alagoas e de Brasília-DF. Assistiu o júri popular dos acusados à condenação de todos pelo crime de João Azevedo. A morte de dona Celeste, nesta manhã de forte temperatura, não foi a morte de uma mulher-avó, corajosa, determinada, foi o exemplo de que clamar por Justiça apascenta a alma e se transforma no maior sustento espiritual, emocional e moral. Falece uma mulher cujo legado, foi trajetado num sentimento de amor ao próximo e à vida. Descanse em paz, dona Celeste.
Sepultamento - Às 10h da manhã deste sábado, para o cemitério Campo Santo dos Palmares.
Local onde o corpo está sendo velado - Na rua Gabino Besouro,87 - antigo Apertado da Hora - centro de União dos Palmares
Dona Celeste Cachate tinha 79 anos (foto redes sociais)
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