Pouca gente sabe, mas o palmarino Jorge de Lima, um dos maiores nomes da literatura brasileira esteve muito perto de conquistar o Prêmio Nobel de Literatura.
Nascido em União dos Palmares, em 1893, Jorge de Lima foi poeta, médico, político, romancista e ensaísta. Sua trajetória literária alcançou reconhecimento internacional, especialmente por uma poesia que transitava entre o regionalismo, a cultura negra, a religiosidade, o surrealismo e a tradição clássica, chamada Nega Fulô
A história do Nobel foi descoberta pelo escritor e acadêmico Antônio Olinto. Olinto disse que no caminho de Jorge, existia um sueco, de nome Arthur Lundkvist, membro da Academia Sueca, que conheceu Jorge de Lima no Rio de Janeiro e ficou profundamente impressionado com sua obra. De volta a Estocolmo, Lundkvist teria conversado com outros acadêmicos e afirmado que o poeta brasileiro poderia receber o Nobel no final dos anos 1950.
O nome de Jorge de Lima estaria, portanto, no horizonte da Academia para os anos seguintes. O problema foi o tempo. Jorge de Lima morreu em 1953, aos 59 anos, antes que o plano pudesse se concretizar. O Nobel não é concedido postumamente, o que segue como um gesto cruel para quem notabilizou União dos Palmares para o Brasil e França.
Reportagem de Franco Maciel - escritor, poeta e estudioso da cultura palmarina.
Jorge de Lima foi aluno da escola estadual, Rocha Cavalcante
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