Esta é a manchete de uma matéria jornalística, enviada às redações da imprensa alagoana. BLZ!!!!. Seria importante, se não fosse mais uma cortina de fumaça.
O conteúdo da matéria, enviada pela assessoria do Serviço Geológico do Brasil (SGB), diz que foi dado o start para a “operação especial de 2026, do Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) da Bacia do Rio Mundaú, que contempla municípios de Alagoas”. Que “o objetivo da ação é monitorar o comportamento dos rios e emitir informações sobre o aumento dos níveis de água, contribuindo para a prevenção e redução dos impactos de cheias e inundações”. Não dá para ser cômico, justamente pela gravidade.
Segue o texto da assessoria: “Até agosto de 2026, o SGB realizará plantios, durante o período de chuvas, para acompanhar em tempo real e gerar compensações dos níveis para União dos Palmares e Murici. Também são monitoradas as estações de Correntes, Santana do Mundaú, Palmeirinha, Canhotinho, São José da Laje e Rio Largo”. O texto está correto, gramaticalmente falando, mas a verdade não revelada mostra, apenas, que os boletins informativos, enviados à sala de alerta têm, somente, a missão do temeroso anúncio: CORRA, QUE A ÁGUA VEM AÍ!
A partir de agora, até agosto, todos de olhos arregalados para as cotas de risco (não sorria, porque é grave).
O monitoramento vai revelar, por meio das chamadas “Cotas de Referência”, os impactos associados aos níveis dos rios.
Cota de Atenção: indica possibilidade moderada de ocorrência de inundação;
Cota de Alerta: indica possibilidade elevada de ocorrência de inundação.
Cota de Inundação: indica o nível em que o primeiro dano é distribuído no município
A COTA alerta para que as famílias saiam de suas casas, mas a casa não pode sair do lugar. É muito mais que destruição, é cruel com o povo ribeirinho.
Irei avançar.
Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
Rua Demócrito Gracindo(rua da Ponte) em União dos Palmares em 2010
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