Foram professoras no mesmo período. Uma ensinava na rede estadual de ensino e a outra mais discreta mas ambas adoravam política na sua essência. Falo da professora Salomé da Rocha Barros e a outra Mariá de Castro Sarmento. Maria sempre foi da direita, mas com ações esquerdistas no sentido de detestar lavar e cozinhar. O dela era escrever, mesmo nos dias atuais de ser publicado um artigo escrito por Maria Mariá. Trabalhei com Maria Mariá na gestão do então prefeito Manoel Gomes de Barros. Ela foi redatora de ofícios, telegrama, discurso, portaria quando o Chefe do Executivo da época nomeava uma professora ou alguém para um cargo notável.
Mariá amou a escola estadual Rocha Cavalcante como ninguém. Usava às páginas do Jornal de Alagoas como ninguém para denunciar que aquele educandário estava com paredes rachando, pingueira e que aquilo não podia acontecer numa unidade de ensino cuja beleza arquitetônica era sem igual. Ela exigia conservação do prédio histórico por parte do estado que muitas das vezes dava de ombro aos seus pleitos. Quanto mais a escola Rocha Cavalcante ficava nesse estado, mais belo se tornava. Rosivan Vanderley, secretário de comunicação do governador Fernando Collor em 1980, bem antes de GB canalizava asa queixas de Maria Mariá de Castro Sarmento. Uma mulher solitária. Maria Mariá escrevia textos com artigos duros endereçados à Rosivan Vanderley. Ele editava à época a página de Cultura do Jornal de Alagoas, um dos mais lidos do Nordeste, ligado ao Grupo Jornal do Commércio de Recife-PE, onde seus libelos vez por outra ganhava destaque.
Quanto à Salomé da Rocha Barros, foi uma professora apaixonada por política partidária. Ligada ao prefeito Afrânio Vergeti e à família Viana recém chegada de Garanhuns-PE. Foi educadora da escola Cenecista Santa Maria Madalena durante anos e anos de sua vida, até engatar como professora no Ginásio Mário Gomes de Barros, dominando o mercado educacional. Mandava no seu próprio nariz. Deu apoio ao então prefeito Iran Menezes a pedido do ex-prefeito de saudosa memória, Afrânio Vergeti e ajudou a derrotar Manoel Gomes de Barros naquele ano. Salomé morou num casarão recuado, cheio de plantas, flores e pés de coco gigantescos na avenida Monsenhor Clovis Duarte onde hoje funciona a loja Guido com a Vanessa dois - padaria de seu Antônio.
Ela faleceu em 22 de novembro de 1997 sem deixar filhos, apenas os que ajudou na sua formação cultural e profissional. Foi uma educadora na área de história, OSPB, Inglês e Francês, tanto no Santa Maria Madalena quanto no Mário Gomes de Barros. Foi Afrânio Vergeti quem deu seu nome a primeira e única escola da rede municipal, a maior do bairro dos Terrenos que tem o seu nome, em União dos Palmares.
Salomé da Rocha Barros, ladeada por Jarbas Leite, Afrânio Vergeti e a amiga Lu Andrade na convenção política de Dr Iran Menezes(PTB) com Adeildo Sotero Vice
Salomé fez a ata onde Rosiber Oliveira fez discurso na escolha de Dr Iran Menezes -prefeito
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