Vem da ministra, Isabel Gallotti, do Tribunal Superior Eleitoral a decisão de manter cassados por fraude na cota de gênero, os vereadores, Paulo Alves Cavalcante Neto(Netinho); Manoel Messias da Silva; Emanuel Gomes Balbino(Preguinho) e Edhione da Conceição Silva, todos do PSD nas eleições de 2020. Barnabel Bezerra, ex-vereador, presidente municipal do partido Cidadania, atendeu pedido do então candidato a prefeito, Sebastião de Jesus, de denunciar Netinho; Dé Mototaxi e Manoel Messias, eleitos vereadores. O processo foi dado entrada, demorou três anos e, desde 2024 - no meio do ano, seis vereadores já perderam seus mandatos.
Almir Belo, Sandro Jorge e Jailson Vicente, foram os primeiros punidos com a perda de seus respectivos mandatos. Ocuparam a vacância, Dona Miriam de seu Biu Crente; Zé Lourenço e Valdo do Calçamento. Na segunda decisão, que derrubou os vereadores, Netinho; Dé Mototáxi e Manoel Messias; o prefeito Kil de Freitas é acusado de ter ajudado os fraudadores da cota de gênero, parte 2, colocando advogados ligados a prefeitura municipal à disposição dos acusados e, assim, eles tiveram a manutenção de seus mandatos, o que deixou Sandro Jorge; Jailson Vicente e Almir Belo, de cara feia com o prefeito Kil de Freitas.
Há duas semanas, uma nova decisão sobre o episódio da fraude da cota de gênero, desembarcou na Câmara Municipal de Vereadores de União dos Palmares, com a manutenção da perda do mandato de Netinho, Dé Motáxi e Manoel Messias e, de novos, o presidente Nenzinha deu de ombros não empossando de imediato os suplentes, advogado Alexandre Lima; Jurandir Camilo e Barnabel Bezerra.
Dos vereadores que tiveram a condenação mantida, apenas Manoel Messias e Dé Mototáxi conseguiram se reeleger, por outro lado Paulo Alves Cavalcante Neto ficou pelo caminho. Nos autos, está configurado que na campanha para vereador em 2020, o PSD chefiado por um subalterno do prefeito, Kil de Freitas, destinou apenas R$ 300,00 para as candidatas Luana Barbosa da Silva e Edhione da Conceição Silva, que tiveram votação pífia, ausência de gastos relevantes na campanha além de total falta de engajamento. Na decisão, as candidatas pegaram um gancho de 8 anos com seus direitos políticos cassados e os vereadores apenas a perda de seus mandatos, com direito a uma nova candidatura.
Ouvidos pelo blog, um advogado eleitoral revelou que cabe recurso. Um candidatos da época e que ocuparia uma das 3 vagas dos vereadores fraudulentos disse "não dá mais tempo, para tal!" e desistiu. Já Nenzinha que preside a mesa diretora da Câmara de Vereadores até semana que vem, deu de ombros na decisão da Ministra, Isabel Gallotti, em não ter convocado para posse, os suplentes, Alexandre Lima; Barnabel Bezerra e Jurandir Camilo. Como pode perceber, o submundo da política tem lugar na gestão que caminha para seu final em União dos Palmares.
Vereadores, Dé, Netinho e Manoel Messias, encerram seus mandatos cassados por fraude na cota de gênero nas eleições de 2020(Fotomontagem uma cortesia do BR-104)
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