Abelhas em telhado de abrigo leva Bombeiros Militar fechar instituição durante operação


Maribondos foram dizimados a fogo



Abrigo onde os Maribondos foram destruídos







Um  enxame de marimbondos mobilizou uma guarnição de Busca e Salvamento do 3º Grupamento de Bombeiros Militar de União dos Palmares  na noite desta quarta-feira, 13 de junho, na rua Hermano Plech, área  central da cidade. 

O enxame estava alojado no pátio interno do abrigo, que é conhecido como "Casa do Pobre" e os insetos já  haviam atacado um funcionário  e colocavam em risco os idosos que  residem no Abrigo.

Os bombeiros fizeram o isolamento da área e  os militares recomendaram que  portas e janelas  fossem fechadas para  que fosse realizado  o procedimento de extermínio dos insetos.

Os marimbondos foram combatidos com fogo. Após alguns minutos, a guarnição conseguiu  deixar o local seguro.

Apesar do susto, ninguém  precisou de atendimento médico  e tudo voltou a normalidade no abrigo. No meio da semana, a direção do Abrigo reuniu convidados para prestigiarem uma quadrilha junina com a participaçãao dos idosos, alguns deles numa cadeira de rodas. Uma feijoada foi servida e a direção da casa colocou em risco os festejos sem perceber a presença dos insetos. Nenhum convidado notou a presença do maribondos.

O blog digital ouviu Jean, um Apicultor de União dos Palmares que falou sobre o assunto e sobre o aparecimento constante de abelhas em União dos Palmares bem como as ações preventivas do Corpo de Bombeiros Militar. 

















 

Segundo ele, os tipos de marimbondos mais temidos são o cavalo e a mamangava. O marimbondo cavalo tem o corpo esbelto, e sua cor é marrom avermelhado.

Eles não são agressivos e só se defendem se forem incomodados. Se o ninho estiver em um lugar alto e não apresentar risco de batidas mecânicas ou algo semelhante, não será necessário retirá-lo. No entanto, existe o risco de ter outros ninhos por perto. Cada vespa desse ninho é capaz de fundar um outro, multiplicando assim o número de ninhos.

Quanto à mamangava, o motivo da infestação está na época do florescimento das espécies de plantas em que elas coletam seu alimento. Quando o tempo é bastante chuvoso, elas quase não conseguem coletar alimento e quando o sol aparece esses insetos aproveitam para suprir o que consumiram durante as chuvas.
   

A infestação também pode estar relacionada aos locais de nidificação (local de construção do ninho). Se a região tiver muita madeira oca ou outros locais que favoreçam a formação dos ninhos, as mamangavas certamente irão se alojar nesses lugares. Essas espécies são ótimas polinizadoras de plantas e estão desaparecendo devido à eliminação de seus sítios de nidificação pelo desmatamento. Se não forem agredidas não causam problemas maiores.

A composição do veneno do marimbondo é pouco conhecida pois não existem muitos estudos a respeito. Ao contrário das abelhas, esses artrópodes não deixam o ferrão no local da picada. Por serem maiores e fisicamente mais assustadores aparentam ser mais venenosos que as abelhas, o que não é verdade. Os efeitos do veneno são semelhantes aos das abelhas, porém menos intensos.

O veneno de vespa contém histamina e serotonina, que são agentes químicos envolvidos nas respostas alérgicas em geral. Esses animais normalmente não são agressivos, só atacam se forem incomodados. O risco dos acidentes depende do número de picadas e da hipersensibilidade do indivíduo acidentado.

O quadro habitual após a picada é dor intensa e eritema local (sinal típico da inflamação, na qual a pele fica com coloração avermelhada devido à vasodilatação capilar). Há também sintomas de edema (inchaço) de intensidade variável, referindo-se a um acúmulo anormal de líquido intersticial constituído principalmente de proteínas e sais. São sinais e sintomas comuns: mal-estar, ansiedade, sudorese (suor), prurido local (coceira), náuseas, tremores e vômitos. Nos indivíduos hipersensibilizados podem ocorrer urticária (alergia na pele) e broncoespasmo (dificuldade na respiração devido à contração da musculatura dos brônquios nos pulmões). Também foram constatados: hipotensão arterial (baixos valores da pressão arterial), inconsciência e choque, podendo evoluir para a morte, caso não ocorra medicação correta. Em animais, as reações tóxicas sistêmicas observadas são: vômitos, diarréia, sinais de choque e dificuldade respiratória em decorrência de síndrome da angústia respiratória aguda (SARA). Nos cães, além dos quadros de choque e SARA, casos de crise hemolítica também têm sido descritos. As picadas no pescoço ou na mucosa oral podem levar a edema de glote, resultando em morte por asfixia.

Com informações do Grupo Branquinha e Região

 


 

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