Sem acordo, militares querem Operação Padrão a partir das 19h de sexta-feira






Lideranças do movimento (fotos Gazetaweb)



Policiais Militares do 2º BPM de União dos Palmares e 3ª Base do CBM: presente!



ardados e gritando palavras de ordem, centenas de Policiais Militares e integrantes do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas discutem, na tarde desta quarta-feira (11), deflagrar uma "Operação Padrão" em todas as unidades das corporações espalhadas pelo estado de Alagoas. Os servidores querem que o pleito da categoria seja atendido e se negam a conversar com qualquer representante do Governo. "A gente só fala com o governador Renan Filho", exigem os militares. 

No centro da discussão da paralisação dos militares, está o realinhamento salarial dos oficiais. De acordo com o presidente da Associação de Cabos e Soldados, cabo Wellington, a categoria quer isonomia do teto dos coronéis, equiparando o valor ao dos delegados - que hoje recebem salário de R$ 29 mil, fazendo escalonamento a partir deste teto até os oficiais de posto mais baixo na corporação.  

Ainda segundo o cabo Wellington, no início do encontro não havia nenhuma reunião marcada com o Governo do Estado. Após mobilização em frente ao Palácio República dos Palmares e à Assembleia Legislativa do Estado (ALE),  como forma de pressionar o Poder Público e chamar a atenção da população para "a dura realidade que os militares estão passando", um encontro com Renan Filho foi anunciado. Segundo o cabo Wellington, o comandante da Polícia Militar e o secretário de Segurança Pública estão viajando e não teriam como recebê-los. 

O que é a Operação Padrão

A "Operação Padrão" significa que os militares só iniciarão os serviços se tudo estiver dentro do que preconiza a lei: com todos os equipamentos de trabalhos regularizados e as viaturas com a manutenção em dia, por exemplo. Em 2015, os militares deflagram uma situação parecida, deixando os alagoanos apreensivos, sobretudo após boatos de arrastões e assaltos.

Conforme o cronograma aprovado pelos militares, caso não haja negociação sobre os pleitos dos militares, a categoria pretende parar a Força Tarefa a partir de 0h desta quinta-feira (12) e fazer acampamento em frente à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Já na sexta-feira (13), ficou decidido o aquartelamento de toda a tropa a partir das 19h pelo período de 24h, a interdição do Porto de Maceió e a retirada da brigada de incêndio do Corpo de Bombeiros do Aeroporto Zumbi dos Palmares, entre outros. 

Por meio de Nota, a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), informou que tem procurado resolver todos os pleitos das associações militares de Alagoas, respeitando as possibilidades financeiras do Estado.

A Seplag reforçou que a Mesa de Negociação continua sendo o canal de diálogo com os servidores públicos estaduais e que o Governo está aberto para receber e conversar com todas as partes que trabalham pelo bom andamento da máquina pública.

"Em relação às reuniões com a categoria, é necessário pontuar que já fizemos alguns encontros e que, neste momento, toda a negociação está sendo acompanhada de perto pelo governador Renan Filho", .diz o trecho final da nota. 

 Por Jonathas Maresia e Alexandre Barbosa Com o Blog

Comentários 0

O comentário não representa a opinião do blog. A responsabilidade é do autor da mensagem.

Poste o seu comentário