Justiça determina que MST se abstenha de expandir área ocupada em Murici


Desembargador Tutmés Airan acatou pedido da Usina Santa Clotilde(Foto Ascom TJ)



O desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo concedeu o pedido da Usina Santa Clotilde S/A para determinar que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que está ocupando terras da usina em Murici, abstenha-se de expandir a área já ocupada, de 20 hectares, e de ameaçar funcionários que trabalham na colheita de cana-de-açúcar. A decisão foi publicada no Diário da Justiça dessa quarta-feira (10).

No processo, a empresa afirmou que os integrantes do movimento estão impedindo o beneficiamento das áreas não ocupadas, ameaçando funcionários. A usina também relatou que instalou cercas e arames em uma parte da propriedade, tendo em vista a utilização para criação de gado, mas elas teriam sido arrancadas pelos integrantes do movimento, em 27 de dezembro de 2017.

O desembargador Tutmés Airan ressalta, na decisão, que "a propriedade pode ser utilizada da forma que mais convier ao seu titular", desde que atendendo a uma função social.

"O imóvel rural objeto da lide atende à referida função social, tendo em vista ser produtiva, de modo que a propriedade encontra-se plenamente protegida. Nessa linha, parece-me totalmente razoável o pleito da parte recorrente, uma vez que não pretende com o presente recurso retirar os sem-terra da parcela de terra já ocupada, visto que trata de tal assunto em ação própria", fundamentou o desembargador.

Por Gazetaweb, com assessoria do TJ-AL

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